ROBSON ROSA SAÚDE • PESSOAS • RONDÔNIA
ROBSON ROSA · MINHA HISTÓRIA

Uma vida dedicada a servir

“Antes de pedir confiança para transformar Rondônia, eu quero mostrar a história que me trouxe até aqui.”

Sou Robson Rosa. Nasci em Cacoal, filho de uma família pioneira de Rondônia. Sou fisioterapeuta, servidor público e gestor da saúde. Há mais de duas décadas, minha vida profissional é construída dentro do SUS, ao lado de pacientes, trabalhadores e equipes que todos os dias enfrentam os desafios da saúde pública.

Aprendi que administrar saúde pública não é apenas administrar prédios, equipamentos e recursos. É cuidar de pessoas, organizar serviços, ouvir quem está na ponta e encontrar soluções mesmo quando os recursos são limitados.

Foi trabalhando que aprendi a servir. E foi servindo que nasceu o meu compromisso de transformar.

01 MINHAS RAÍZES

Filho de uma família que ajudou a construir Rondônia

Minha história começa antes de mim.

Meus pais chegaram a Rondônia quando o Estado ainda estava sendo construído. Meu pai, Antônio Gregório Rosa, chegou a Cacoal em 1971 e trabalhou na construção dessa nova fronteira de desenvolvimento. Minha mãe, Esther Luciano Rosa, também dedicou sua vida ao serviço público.

Cresci ouvindo histórias de trabalho, dificuldades, perseverança e esperança. Foi nesse ambiente que aprendi alguns valores que nunca abandonei.

Nasci em Cacoal, em 1976, e tenho orgulho de dizer que minha história está ligada à história desta terra.

Trabalho, honestidade, responsabilidade, fé e respeito pelas pessoas.

02 A PRIMEIRA ESCOLA DE CIDADANIA

Guarda Mirim: onde aprendi disciplina e responsabilidade

Ainda adolescente, encontrei na Guarda Mirim uma das primeiras grandes escolas da minha vida.

Ali aprendi disciplina, responsabilidade, respeito, trabalho em equipe e compromisso.

Mais do que aprender regras, aprendi que ninguém constrói nada sozinho. Foi uma experiência que ajudou a formar o meu caráter.

A vontade de ser útil às pessoas e à comunidade.

03 O PRIMEIRO CONTATO COM O CUIDADO

Cernic: quando descobri uma vocação

Pela Guarda Mirim, tive minha primeira oportunidade de trabalhar no Cernic.

Foi ali que tive contato com pessoas em processo de reabilitação e com profissionais dedicados ao cuidado humano.

Naquele ambiente comecei a perceber que trabalhar com saúde era muito mais do que exercer uma profissão. Era devolver autonomia. Era ajudar alguém a recuperar um movimento, uma capacidade, uma esperança.

Ali começou a nascer a vocação que mais tarde conduziria minha vida profissional.

04 UMA FORMAÇÃO QUE ME ENSINOU A ADMINISTRAR

Contabilidade antes da Fisioterapia

Antes de me tornar fisioterapeuta, busquei formação técnica em Contabilidade.

Talvez naquele momento eu ainda não soubesse, mas essa experiência me ensinaria algo que seria fundamental muitos anos depois: organização, responsabilidade, análise, planejamento e gestão.

Mais tarde, esses conhecimentos se encontrariam com minha formação em Fisioterapia e ajudariam a construir um perfil profissional diferente: alguém que entende tanto o cuidado com as pessoas quanto os desafios de organizar serviços.

05 FISIOTERAPIA

Escolhi cuidar de pessoas

Escolhi a Fisioterapia porque descobri que devolver movimento também é devolver autonomia, dignidade e esperança.

Ao longo dos anos, acompanhei histórias de dor, superação, limitações e recomeços. Cada paciente me ensinou alguma coisa.

Cuidar das pessoas é uma das formas mais importantes de servir.

06 MAIS DE 20 ANOS DENTRO DO SUS

Eu não conheço o SUS apenas de ouvir falar. Eu vivi o SUS.

Minha trajetória profissional foi construída dentro do Sistema Único de Saúde.

Atuei na assistência, na reabilitação, na gestão, na saúde do trabalhador, na organização de serviços e na participação social. Passei por diferentes realidades e conheci o SUS por diferentes ângulos.

  • Já estive diante do paciente.
  • Já estive ao lado do trabalhador.
  • Já estive na gestão.
  • Já precisei tomar decisões com recursos limitados.

Uma boa política pública precisa sair do papel e funcionar na vida real.

07 UNIDADE MISTA DE CACOAL

Um hospital desacreditado. Um desafio que precisava ser enfrentado.

Quando fui chamado para assumir a direção administrativa do Hospital Municipal Pronto-Socorro Unidade Mista de Cacoal, encontrei uma estrutura que enfrentava grandes dificuldades.

O hospital estava desacreditado pela comunidade e tinha problemas estruturais e de organização. Um dos primeiros desafios estava dentro do centro cirúrgico: as cirurgias gerais estavam suspensas em razão das condições precárias do ambiente, incluindo goteiras e infiltrações.

Nossa primeira missão foi colocar o centro cirúrgico novamente em condições de funcionamento. Trabalhamos na solução dos problemas da cobertura, nas infiltrações e também na recuperação de equipamentos, como focos cirúrgicos que estavam sem funcionar.

Mas o desafio não terminava ali. Havia problemas na farmácia, na lavanderia, na estrutura e na organização dos serviços.

Não tínhamos todos os recursos. Mas tínhamos gente disposta a fazer.

Em um período de recursos financeiros escassos, buscamos soluções por meio de organização, articulação e parcerias.

Trabalhamos com empresários da cidade que acreditaram na recuperação do hospital e contribuíram para suas melhorias. Também articulamos uma parceria com a Facimed, que naquele período iniciava sua atuação em Cacoal, buscando investimentos e melhorias para a unidade.

Trabalhamos ainda com os princípios do HumanizaSUS, buscando melhorar a ambiência, a humanização, a escuta qualificada e a relação entre serviço e usuário.

Foi um período de muito trabalho e, principalmente, de união dos servidores.

Ao final daquele período, entregamos um hospital melhor do que aquele que recebemos.

Anos depois, encontrei um antigo paciente da Unidade Mista. Quando soube que eu havia sido diretor, ele me contou que seu irmão havia sido salvo naquele hospital.

Uma estrutura pode ser simples. Os recursos podem ser limitados. Mas quando existe uma equipe comprometida, organização e vontade de fazer, vidas podem ser cuidadas e salvas.

08 CEREST

Cuidar também é prevenir

No Centro de Referência em Saúde do Trabalhador — CEREST, ampliei minha visão sobre saúde.

Atuei junto às Regiões de Saúde do Café e da Zona da Mata, trabalhando com diferentes municípios e diferentes realidades.

Ali compreendi que saúde não começa dentro do hospital. Muitas vezes, ela começa no ambiente onde a pessoa trabalha.

  • Ações preventivas, avaliações e investigações de ambientes de trabalho
  • Fiscalizações, palestras e campanhas educativas
  • Reuniões, fóruns e audiências públicas
  • Investigação de acidentes e mortes relacionadas ao trabalho

Nosso objetivo não era simplesmente punir empresas. Era compreender o problema, identificar os riscos e construir, junto aos envolvidos, planos de ação capazes de transformar o ambiente de trabalho e evitar novos acidentes e adoecimentos.

Prevenir uma doença ou um acidente é tão importante quanto tratar suas consequências.

09 HOSPITAL MATERNO-INFANTIL

Uma missão: organizar para cuidar melhor

No Hospital Municipal Materno-Infantil, fui chamado para uma missão específica: ajudar a organizar um serviço que enfrentava problemas estruturais, de recursos humanos, insumos, logística, planejamento e organização.

A unidade atendia crianças, gestantes, mulheres e recém-nascidos de Cacoal e da Região de Saúde do Café.

Encontramos desafios importantes: ausência de protocolos, fluxos que precisavam ser reorganizados, problemas de logística e necessidade de melhorar a organização do trabalho.

  • Organização dos serviços
  • Criação e implantação de protocolos
  • Melhoria dos fluxos de atendimento
  • Organização do ambiente de trabalho
  • Transparência das informações para o usuário

Nem todos os desafios foram resolvidos. E eu faço questão de dizer isso. O trabalho teve continuidade com outras equipes e direções, que deram sequência a melhorias na unidade.

Gestão pública séria não é fingir que todos os problemas desapareceram. É reconhecer os problemas, enfrentá-los e deixar um caminho melhor para quem vem depois.

10 CER II

Da assistência à gestão

Minha trajetória também passou pelo Centro Especializado em Reabilitação — CER II.

Ali continuo convivendo diariamente com pacientes, famílias e profissionais que enfrentam desafios concretos para garantir acesso à reabilitação.

Essa experiência mantém meus pés no chão. Porque antes de discutir grandes políticas públicas, é preciso compreender aquilo que acontece na ponta.

Antes de discutir grandes políticas públicas, é preciso compreender aquilo que acontece na ponta.

11 CONFERÊNCIAS E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Aprendi que política pública também se constrói ouvindo

Minha participação em conferências, conselhos, fóruns e espaços de participação social ampliou minha compreensão sobre o funcionamento das políticas públicas.

Foi nesses espaços que aprendi ainda mais sobre a importância de ouvir trabalhadores, usuários, gestores e comunidades.

Antes de transformar, precisamos escutar.

Escutar para Transformar
A PONTE COM A CANDIDATURA

Por que entrar na política?

Durante muitos anos, trabalhei para resolver problemas dentro dos lugares onde fui chamado para servir.

  • Organizei serviços.
  • Enfrentei estruturas precárias.
  • Trabalhei com equipes.
  • Ouvi pacientes.
  • Investiguei problemas.
  • Busquei parcerias.
  • Construí soluções com poucos recursos.

E aprendi uma coisa: muitos dos problemas que encontramos todos os dias não podem ser resolvidos apenas dentro de uma unidade de saúde.

Eles dependem de políticas públicas, planejamento, recursos bem aplicados, fiscalização, integração entre municípios e uma visão de Estado.

Foi por isso que decidi colocar minha experiência a serviço de uma missão maior.

RONDÔNIA É O PRÓXIMO DESAFIO

Minha história até aqui foi construída servindo.

Eu não entro nessa caminhada porque acredito que tenho todas as respostas. Entro porque aprendi a fazer perguntas, ouvir pessoas, estudar problemas e trabalhar para encontrar soluções.

Quero levar para a política a mesma postura que procurei levar para cada lugar onde trabalhei:

  • Responsabilidade para administrar.
  • Coragem para enfrentar problemas.
  • Respeito pelas pessoas.
  • Transparência para prestar contas.
  • Compromisso para entregar resultados.

Agora quero colocar essa experiência a serviço de Rondônia.

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